Já não é bem como soía dizer-se porque o mundo pula e avança. Ano novo já não é só vida nova. O clube de teatro da escola de Pedome entra na quadra natalícia com uma produção velha. Ainda quente, do julho passado, de um tempo em que as férias estavam ainda em ebulição e o outubro era miragem, apresentamos agora a nossa visão da Laranja Mecânica. 

Quanto a este trabalho – dividido em duas partes, na Santa Tecla e na ETAR de Serzedelo, entre as proximidades do céu e as proximidades da humanidade, é um registo que evoca o imaginário livresco de Anthony Burgess e que revigora a figura do Ponto no teatro.

Em julho, quando foi realizada esta gravação, pensáramos (ou quiséramos pensar) que a pandemia nos abandonaria e não utilizámos a máscara, já que ao ar livre se enfraquece o vírus. 

Os trabalhos que projetámos e que apresentámos daí em diante, descobriram-nos de rosto tapado, para que não fique o vírus a rir-se, impedindo o nosso trabalho. Não! É ainda com alegria que comunicamos que não deixaremos que o vírus fique a rir-se.

P.S. lembramos que este trabalho foi produzido quando ainda não se sentia a necessidade ou obrigatoriedade do uso de máscara!

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